O aumento do número de cesarianas é um fato mundial. O Brasil é o campeão mundial em parto cesariano. Enquanto, em países mais desenvolvidos (Estados Unidos, Canadá, etc.), o aumento desses índices é visto com grande preocupação, aqui, pouco ou quase nada se faz para reverter esse estado de coisas. Mas quais seriam os motivos para isso?
Veja aqui importantes informações para a futura mamãe:
O ?trauma? do parto normal...
As razões para esse aumento desproporcional no número de partos cirúrgicos são históricas. A partir do final da década de 60, a introdução da ultra-sonografia tornou a cesariana mais segura para a mãe e a criança. Além disso, as mudanças de comportamento incentivadas pela Revolução Sexual e o Movimento Feminista geraram mulheres mais ativas e exigentes. Era comum lermos, em grandes reportagens de jornais e revistas, declarações em que as mães testemunhavam a favor da cesariana, dizendo que seu filho nasceria numa data que lhe seria conveniente, não haveria correrias, a criança nasceria sem o ?trauma? do parto normal, etc.
Insegurança!
Todos sabemos das más condições da saúde no Brasil. Volta e meia assistimos nos telejornais a reportagens que mostram o péssimo atendimento dispensado à população. No que se refere à assistência obstétrica, essa situação reflete principalmente duas coisas: as deficiências na formação dos médicos (por sua vez, conseqüência direta do descaso votado há décadas à educação) e a má remuneração desses profissionais.
Quando fazer a cesariana?
A cesariana não deve ser decidida antes do trabalho de parto, a não ser que se verifiquem qualquer das seguintes indicações precisas:
A posição da criança não é adequada (ao invés de ela estar de cabeça para baixo, está sentada).
Não houve boa dilatação do colo do útero.
A criança é muito grande.
A bacia da mãe é muito pequena, não dá passagem para a criança.
Durante o trabalho de parto, surge o sofrimento fetal (demora que pode causar falta de oxigenação), quando esperar o desenrolar do trabalho de parto pode ser prejudicial à saúde do bebê.
Descolamento prematuro da placenta (que ocasiona hemorragias e falta de oxigenação).
Encurtamento do cordão umbilical.
Mãe de primeiro filho idosa.
Sensibilização do feto pelo fator Rh.
O pré-natal
Embora durante o pré-natal não se tenha, na grande maioria dos casos, a indicação de que o parto será ou não normal, em algumas situações é possível saber de antemão o que será mais conveniente. Dessas situações, as mais comuns são quando a mãe sofre de pressão alta ou é diabética, condições em que a cesariana será obrigatória. Fora destas e das antes descritas, no entanto, o correto é esperar o início do trabalho de parto e aguardar sua evolução. Se tudo correr bem, não há motivo para realizar a cesariana.